Com inúmeras reclamações de moradores sobre danos deixados no asfalto, a Câmara Municipal de Campo Grande promoveu, nesta quarta-feira (22), audiência pública para discutir as intervenções na pavimentação feitas pela Águas Guariroba e a qualidade dos reparos realizados. Os vereadores entregaram ao presidente da concessionária, Themis Oliveira, um relatório com mais de mil buracos deixados no asfalto após cortes feitos pela empresa.

“A intenção não é ouvir discursos. Queremos ouvir a sociedade e ouvir o que a Águas tem para nos falar sobre como vai iniciar a recuperação dos cortes que foram feitos. É uma audiência construtiva.  Vamos discutir com toda sociedade uma saída. O que não pode é eles danificarem a malha viária e recuperarem pessimamente como vem ocorrendo”, disse o presidente da Casa de Leis, vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão. “Quero agilidade e responsabilidade nesse serviço. A Águas sempre nos recebeu com educação e respeito. Vamos sair daqui com um ganho muito grande para a comunidade”, completou.

O documento elaborado pelo parlamentar contém mais de mil fotos de buracos no asfalto de diferentes bairros de Campo Grande, mostrando cortes em locais que receberam pavimentação ou recapeamento recentes, alguns abertos por vários dias ou com reparos mal executados, causando vários transtornos aos moradores, riscos aos condutores que transitam pelas vias e prejuízos.

“Cuidamos de um sistema de água com a complexidade que é Campo Grande, com o volume de redes que implantamos, com o nível de perda. Se estourar, vazar, tem que abrir buraco, consertar o cano e depois recompactar. Estamos absolutamente abertos às discussões. Sempre é possível melhorar e avançar. Todos os dias aparecem novas tecnologias”, garantiu o diretor-presidente da empresa, Themis Oliveira.

A concessionária administra mais de 4,1 mil quilômetros de rede de água e 2,5 mil quilômetros de rede de esgoto. Hoje, 99% da cidade conta com água enganada, e 85% conta com esgoto coletado e tratado. Segundo Gabriel Buim, diretor-Executivo da Águas, quase 100 serviços de intervenção são realizados diariamente para a manutenção da rede, uma média diária de 0,03 intervenções por dia a cada quilômetro.

Para o vereador Prof. André Luís reforçou que o reparo deve ser feito logo após a intervenção, com qualidade, e com a sinalização adequada para que não cause acidentes. “O chão tem que ser aberto para que o reparo seja feito. Mas, notamos que falta, aparentemente, uma comunicação entre líderes do Executivo sobre essas obras. É preciso a imediatidade, pois o buraco fica lá. É preciso ter qualidade no reparo. A gente sente falta, principalmente nas obras grandes, da sinalização preventiva. Entendemos que isso é importante”, considerou.

Após a audiência, foi firmado um compromisso da Águas em destacar duas equipes exclusivas para refazer os reparos que já apresentam desgaste nas ruas da cidade. Também irá deixar os ramais de ligação de água e esgoto nos novos empreendimentos, para que, quando as casas sejam construídas, não seja necessário cortar novamente o asfalto. Além disso, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) também será consultada antes de uma nova intervenção – a Agência ainda ficará encarregada de sinalizar o local da obra.

Comunidade pede melhorias nos serviços

A população tem relatado danos no asfalto, algumas vezes logo depois do recapeamento, para ligação da rede de esgoto, rede de água ou conserto de vazamentos. Em muitos casos, os reparos não são feitos de forma adequada e há o prejuízo pela empresa recortar asfalto recém concluído.

Para o presidente da Federação das Associações de Moradores de Mato Grosso do Sul, falta cuidado na hora de executar os serviços. “Não sei se é o material de baixa qualidade, ou a pressa de quem vai fazer o reparo. Se não fica alto, fica baixo. Acabou de fazer o serviço, passa um caminhão pesado e afunda. O material precisa ser de melhor qualidade para que o serviço seja bem feito e, depois, não ter que voltar para refazer e gastar ainda mais”, disse.

O presidente do Conselho Regional da Região Urbana do Segredo, José Geraldo Balejo Jara, pediu maior participação das lideranças comunitárias nas discussões. “Temos que criar uma comissão com conselhos, Câmara, Prefeitura, para se tratar esses assuntos. No [bairro] Ravena, existe lombada que não sei se é da Prefeitura ou da Águas. Já fiz solicitações há mais de dois anos, mas ninguém se manifestou. A comunidade está aqui para somar, mas queremos ser ouvidos. Que nossos pedidos tenham resposta”, cobrou.

Assessoria de Imprensa do Vereador Prof. André Luis

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